Amor em família

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Aconteceu enquanto eu esperava por um amigo no aeroporto.
Procurando localizar meu amigo no portão de desembarque, notei um homem que vinha com duas malas.
Ele parou perto de mim para cumprimentar sua família.
Primeiro, ele abraçou o filho mais novo (talvez 6 anos de idade).
Eles trocaram um longo e carinhoso abraço.
E então se separaram o suficiente para olhar um ao outro.
Foi quando eu ouvi o pai dizer:
- É tão bom te ver, filho. Eu senti tanta falta de você!
O filho sorriu e, meio acanhado, respondeu suavemente:
- Eu também, papai!
Então o homem se levantou, contemplou os olhos do filho mais velho (talvez 9 ou 10 anos) e disse:
- Você já está um homenzinho. Eu te amo muito, Zach!
E também trocaram um longo e fraterno abraço.
Enquanto isto acontecia, um bebê estava excitada nos braços da mãe.
O homem, segurando delicadamente no queixo da menina, disse:
- Olá minha gatinha!
E pegou a criança suavemente.
Ele a beijou no rosto e a apertou contra o peito.
A pequena menina relaxou imediatamente e simplesmente deitou a cabeça no ombro dele e ficou imóvel em pura satisfação.
Depois ele entregou a filha aos cuidados do mais velho e declarou:
- O melhor por último.
E deu em sua esposa o beijo mais longo e mais apaixonado que eu me
lembro de ter visto.
Ele a olhou nos olhos por alguns segundos e então silenciosamente
declamou:
- Eu te amo tanto!
Olharam-se nos olhos, enquanto abriam grandes sorrisos segurando-se pelas mãos.
Por um momento eles me pareceram recém casados, mas pela idade das crianças ficava claro que não eram.
Eu senti um incômodo de repente, era como se eu estivesse invadindo algo sagrado e fiquei embasbacado ao ouvir minha própria voz nervosamente perguntar:
- Emocionante! Quanto tempo os dois tem de casado?
- São 14 anos. Ele respondeu, sem desviar o olhar do rosto da esposa.
- Bem, então, quanto tempo você esteve fora?
O homem, finalmente, virou e olhou para mim, ainda irradiando um sorriso jovial.
- Dois dias inteiros!
Dois dias? Fiquei atordoado.
Pela intensidade da saudação, tinha concluído que ele tivesse se afastado por pelo menos várias semanas, se não meses.
Eu sei que minha expressão me traiu.
Eu disse quase imediatamente, procurando terminar minha intrusão com alguma graça (e voltar a procurar por meu amigo):
- Eu espero que meu casamento seja ainda apaixonado depois de 12 anos!
O homem deixou de sorrir de repente.
Ele me olhou diretamente nos olhos, e com uma expressão séria que até me assustou, respondeu :
- Não espere, amigo... DECIDA!
Então seu sorriso brilhou novamente, me deu um aperto de mão e disse:
- Deus lhe abençoe!
Com isso, viraram-se, ele e a família, e saíram.
Eu ainda estava observando aquela excepcional família caminhando para longe da vista quando meu amigo surgiu e perguntou:
- Ei! Está olhando o que?
Sem hesitar eu respondi:
- Meu futuro.

Aqui está a bela lição de que tudo depende de nós e que podemos lutar por um futuro melhor e cheio de amor ao lado da nossa família, acreditamos que tudo é exatamente como a gente quer.

Texto extraído de Contando Histórias

1 comentários:

Cristiano Galdino disse...

Pode parecer estranho, nem sei como encontrei seu Blog, mas gosto muito dos textos que você escreve e da forma que percebe a vida.