A fluência em idiomas

quarta-feira, 12 de março de 2008

O site English Experts levantou um ponto polêmico, o que é a fluência que tanto queremos?

Geralmente quando estudamos um segundo (terceiro, quarto, ...) idioma, temos como premissas básicas o conhecimento gramatical, um vocabulário amplo e a fluência.

Luciano Dalcol, professor de inglês, cita que "todos que estudamos no Brasil sempre temos aquela percepção que não somos fluentes o suficiente, que temos muito que aprender, que 'não consigo entender o que falam nos filmes e nas canções, principalmente hip hop', que 'minha pronúncia é horrível'". A partir desta posição ele indaga sobre o que é ser fluente, como identificar e diferenciar um nativo de uma pessoa que aprendeu aquela língua.

O texto abaixo, de autoria do próprio Luciano, faz uma comparação entre o idioma principal e os idiomas adicionais.

"Eis o grande concerne para nós. Peguemos nós mesmos e a nossa língua materna como exemplos. Somos todos fluentes no português? A resposta é uníssona: claro que somos! Então, se somos fluentes, tudo que falamos em português é correto? Outra exclamação: claro que não né? Não poderíamos afirmar que é correto expressões como 'a gente vamos', 'nós vai', 'botar bota', 'vestir vestido', entre outras, certo?

E quem disse que não estão corretas? Segundo as regras do português culto, sim, essas formas estão erradas. Mas qual é o objetivo da comunicação intrapessoal (entre pessoas)? Não é o simples objetivo de se fazer entender, independentemente da forma de comunicação? Pense assim: seria possível comunicarmos sem utilizarmos palavras, somente gestos? Se sim, então seria essa comunicação 'errada', pois não utiliza as regras e os padrões formais da língua?"

Luciano comenta que existem duas formas de fluência, a primeira seria a fluência gramatical, geralmente atingida por anos de estudos, baseada em modelos ideais gramaticais da língua pretendida. A segunda seria a fluência prática, adquirida não somente com estudo, mas através de assimilação de estruturas utilizadas por nativos, das suas formas de expressão e compreensão de situações pré-determinadas ou não.

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